Deixa Rolar
Bom dia a todos...
Hoje, infelizmente, não poderei escrever muito (como tem acontecido por toda a semana). O motivo é somente um: estamos em fase de finalização do meu próximo livro e, além de estar super atrasada com o material, é terrivelmente cansativa essa etapa. Vocês sabem: estou relendo tudo (fazendo uma primeira revisão, para não ir tão ruim para as mãos da Agente), para passar à Renata para que ela possa preparar o original para mim, me devolver o material, para que eu possa aprovar ou não as sugestões. Detesto revisar meu próprio trabalho! Gente... É sofrível para mim! Mas fazer o quê, né? Alguém tem que ir lá e, com certeza, não delegaria isso a mais ninguém porque acredito que eu seja a mais indicada para "passar a faca".
Devido a isso, não estou tendo tempo de escrever como gostaria, ainda mais eu, que adoro blogar! Espero que em desculpem.
Mas nem tudo tem esse tom sombrio. Na quarta-feira fui ver "Van Helsing", finalmente, depois de longo e tenebroso inverno tentando arranjar um espaço na agenda. Ainda não pude atualizar a página mas pretendo fazer isso no final de semana, De qualquer forma, o tom do site não é tão pessoal quanto o daqui, não é? Por conta disso, vou me adiantar, só um pouquinho... Como se eu conseguisse ficar calada muito tempo!
Gostei MUITO de "Van Helsing", de verdade. Acho que porque todo mundo já havia me desmotivado e advertido sobre os "surtos psicóticos" do diretor, sei lá. Então, fui sem esperar nada além do que a própria divulgação do filme prometia: um surto psicótico. Sim, porque ninguém pode dizer que o marketing prometia algo sério e estudos aprofundados sobre mitos, dentre outras coisas. A mistureba de lendas e monstros bizarros já indicava que seria pura doideira. E, se alguém foi no cinema esperando outra coisa é porque deixou a inocência ou esperança falar mais alto, muito louvável mas pouco prático.
Então, dentro do universo maluco que o filme apresenta ao espectador, me surpreendi porque conseguiram criar uma história coerente (apesar de baseada em conceitos duvidosos), com princípio, meio e fim, cujo final surpreende. Vou ser sincera co vocês... O que mais e incomodou desde o começo foi acreditar que o filme terminaria como a maioria dos filmes por aí, cujos protagonistas são grandes heróis dos quadrinhos ou mesmo um assassino a mando da Igreja, tanto faz. Mas não. Se todo o resto foi deplorável, o final veio para salvar. Então, recom endo para quem não viu. Sou suspeita porque adoro o personagem Van Helsing.
Mas chega de escrever porque este deveria ser um post curto. Eu e minha mania de escrever demais! Abaixo segue a segunda parte da Saga que estou escrevendo em capítulos para dividir com vocês a maratona de colocar meu livro no mercado... e que ainda não terminou!
Um grande abraço e obrigado a todos que escreveram para mim. É sempre bom receber comentários e conhecer gente nova.
Hariel.
PS: Só agora resolvi inserir um contador... Coisa de quem não entende nada de html!
A Saga da Publicação
Parte 2 - Contato
Dois meses depois de enviado o primeiro original para a primeira Editora (Edições GLS), ainda no aguardo de qualquer contato, Renata chegou com "A Folha de São Paulo" debaixo do braço num domingo ensolarado.
"Ia na padaria comprar pão e, quando passei na banca, me deu vontade de ver os classificados", foi o comentário dela.
"Está procurando emprego, é?", tornei, meio de brincadeira.
Ela deu de ombros, pegou o dito caderno, folheou rapidamente para, então, dobrá-lo e jogá-lo na minha direção, por sobre a mesa.
Havia um anúncio "Precisa-se de Autores (as)". Dá para acreditar? Olhei para ela, ainda meio espantada e Renata sorriu dizendo que nada acontece por acaso.
Na segunda-feira seguinte, entrei em contato com o Editor deMUITO de "Van Helsing", de verdade. Acho que porque todo mundo já havia me desmotivado e advertido sobre os "surtos psicóticos" do diretor, sei lá. Então, fui sem esperar nada além do que a própria divulgação do filme prometia: um surto psicótico. Sim, porque ninguém pode dizer que o marketing prometia algo sério e estudos aprofundados sobre mitos, dentre outras coisas. A mistureba de lendas e monstros bizarros já indicava que seria pura doideira. E, se alguém foi no cinema esperando outra coisa é porque deixou a inocência ou esperança falar mais alto, muito louvável mas pouco prático.
Então, dentro do universo maluco que o filme apresenta ao espectador, me surpreendi porque conseguiram criar uma história coerente (apesar de baseada em conceitos duvidosos), com princípio, meio e fim, cujo final surpreende. Vou ser sincera co vocês... O que mais e incomodou desde o começo foi acreditar que o filme terminaria como a maioria dos filmes por aí, cujos protagonistas são grandes heróis dos quadrinhos ou mesmo um assassino a mando da Igreja, tanto faz. Mas não. Se todo o resto foi deplorável, o final veio para salvar. Então, recom Aquisições. Conversamos um pouco mas sou péssima para esse tipo de coisa. Fiquei aliviada quando disse que eu tinha uma Agente Literária e ele retrucou dizendo que isso era excelente e que poderia falar com a minha Agente então, se eu preferisse. Muito bom. Em ocasiões desse tipo, fico tão sem jeito que começo a gaguejar, um horror!
O Editor pediu que a Renata enviasse o original com o relatório dela o mais rápido possível. Recebemos também u e-mail informativo sobre a Editora e a disponibilidade de investirem em autores nacionais. Um projeto muito legal, ao meu ver, pois o mercado trás vários autores de fora (alguns deles bem ruins) mas não dá oportunidade de os bons autores nacionais mostrarem seus trabalhos. Esse é apenas mais um motivo que me faz ter bastante orgulho da Alta Life Books. Apesar de ser uma Editora não tão grande e ainda não conhecida no ramo da Literatura (só tinham publicações técnicas e de auto-ajuda até este ano), eles estão dando oportunidade para os autores nacionais. Gosto muito de pensar que faço parte daqueles que foram selecionados e o fato de integrar um projeto como esse faz toda a diferença para mim.
Mas estava falando do contato. Pois então. Depois de aprovado o original, fomos até o escritório do Editor para conversar. Foi quando o conhecemos. Ele é u excelente profissional, além de ter aquele ar cômico que descontrai qualquer um. Inclusive, a melhor parte de tudo iMUITO de "Van Helsing", de verdade. Acho que porque todo mundo já havia me desmotivado e advertido sobre os "surtos psicóticos" do diretor, sei lá. Então, fui sem esperar nada além do que a própria divulgação do filme prometia: um surto psicótico. Sim, porque ninguém pode dizer que o marketing prometia algo sério e estudos aprofundados sobre mitos, dentre outras coisas. A mistureba de lendas e monstros bizarros já indicava que seria pura doideira. E, se alguém foi no cinema esperando outra coisa é porque deixou a inocência ou esperança falar mais alto, muito louvável mas pouco prático.
Então, dentro do universo maluco que o filme apresenta ao espectador, me surpreendi porque conseguiram criar uma história coerente (apesar de baseada em conceitos duvidosos), com princípio, meio e fim, cujo final surpreende. Vou ser sincera co vocês... O que mais e incomodou desde o começo foi acreditar que o filme terminaria como a maioria dos filmes por aí, cujos protagonistas são grandes heróis dos quadrinhos ou mesmo um assassino a mando da Igreja, tanto faz. Mas não. Se todo o resto foi deplorável, o final veio para salvar. Então, recom sso além de ter o meu trabalho publicado e o trabalho da Renata reconhecido, foi conhecer e trabalhar com o meu Editor porque ele é do tipo que faz o que se propõe e corre atrás para que os outros façam também.
Nessa primeira conversa, falamos sobre os termos do trabalho, como seria o processo de publicação e quais etapas teríamos que cumprir, dentro outros detalhes, igualmente importante sobre contrato, pagamento, tiragem de exemplares, divulgação e distribuição, essas coisas. Foi uma experiência nova e apavorante para mim. Imaginem que, de repente (não tão de repente assim mas levamos algum tempo para ¿cair a ficha¿, né?), estávamos lá, paradas na esquina para pegar um táxi de volta, e me dei conta de que o meu sonho não apenas era real como estava acontecendo ali, naquele instante. Tento explicar essa sensação para s pessoas mas não consigo nunca expressar o que significa para mim, o que significará cada livro que sair das minhas mãos para cair no mundo. Igualmente é impossível descrever o que senti ao me dar conta de que minha obra seria publicada e eu, não apenas era uma escritora (agora no sentido mais que real da coisa) como acabara de tomar uma das bifurcações da estrada, da qual não poderia ou desejaria voltar atrás, nunca...
Sonhar e realizar sonhos trás muita responsabilidade, Não é algo fácil, acreditem em mim. Principalmente nesse mundo corrido, desesperado e competitivo, em que todos pMUITO de "Van Helsing", de verdade. Acho que porque todo mundo já havia me desmotivado e advertido sobre os "surtos psicóticos" do diretor, sei lá. Então, fui sem esperar nada além do que a própria divulgação do filme prometia: um surto psicótico. Sim, porque ninguém pode dizer que o marketing prometia algo sério e estudos aprofundados sobre mitos, dentre outras coisas. A mistureba de lendas e monstros bizarros já indicava que seria pura doideira. E, se alguém foi no cinema esperando outra coisa é porque deixou a inocência ou esperança falar mais alto, muito louvável mas pouco prático.
Então, dentro do universo maluco que o filme apresenta ao espectador, me surpreendi porque conseguiram criar uma história coerente (apesar de baseada em conceitos duvidosos), com princípio, meio e fim, cujo final surpreende. Vou ser sincera co vocês... O que mais e incomodou desde o começo foi acreditar que o filme terminaria como a maioria dos filmes por aí, cujos protagonistas são grandes heróis dos quadrinhos ou mesmo um assassino a mando da Igreja, tanto faz. Mas não. Se todo o resto foi deplorável, o final veio para salvar. Então, recom
Escrito por Hariel D. Noone às 10h03
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Hariel D. Noone
31 anos de idade
Residente em São Paulo
Escritora
(ainda que não em 100% do tempo)

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Os dois personagens principais de
Noite Eterna- Sangue Sobre Cedro,
Lythos e Cedric, foram criados ao som de
The Old Ways, de Loreena McKennitt.
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Esses são Nicholas e Davi, personagens de
Xeque-Mate, na cerimônia de formatura
da graduação. Nicholas tinha 20 e Davi 22anos.
Xeque-Mate é especial por ter
sido meu primeiro livro publicado.
Concebi, cada detalhe da personalidade
de Davi ouvindo Black,
do grupo Pearl Jam.
Clique na seta para ouvir Black
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"(...)Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era
e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi no espelho
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já ão sabia vestir o dominó
que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
e vou escrever esta história para
provar que sou sublime.(...)"
(Trecho do poema "Tabacaria", do
heterônimo Álvaro de Campos)

"(...)Bastian refletiu durante muito tempo,
e depois disse:
- É estranho que não possamos desejar
aquilo que queremos. De onde virão os desejos?
E o que será realmente um desejo?
Graograman olhou o rapaz com ar sério,
mas não respondeu.
Alguns dias mais tarde, tiveram outra
conversa muito importante.
Bastian mostrara ao leão a inscrição
no verso da "Jóia".
- O que isso significa? Faça o que quiser.
Deve querer dizer que posso fazer tudo o que
me apetecer, você não acha?, perguntou o garoto.
O rosto de Graogaman pôs-se de repente muito
sério e seus olhos começaram a faiscar.
- Não, disse ele com sua voz retumbante.
Isso quer dizer que você deve fazer sua
Verdadeira Vontade. e nada é mais difícil
do que isso.
- Minha Verdadeira Vontade?, repetiu Bastian,
impressionado. E o que significa isso?
- É o seu segredo mais profundo, que nem
o senhor conhece.
- Então, como poderie descobrí-lo?
- Seguindo o caminho dos desejos, passando
de um para outro até o último,(...) Esse caminho
exige a maior autenticidade e atenção,
porque em nenhum outro é tão fácil
perder-se para sempre."(...)
(Trecho de "A História sem Fim",
de Michael Ende)

"(...)Isto é insuportável, mas está acontecendo.
É como a descrição daquelas execuções bárbaras,
não se podem imaginar os pensamentos ou sentimentos
daquele que é objeto central, guiado para a frente
no meio da multidão, mãos amarradas para que não
possa esconder o rosto. Tudo o que você é pertence
ao mundo ao seu redor, e, todavia, você olha para
a frente como se nada lhe estivesse acontecendo,
nota as nuvens movendo-se rapidamente sobre sua
cabeça pelo sorpo da brisa do mar(...).
- Se você sair daqui - disse o odioso Guido Maffeo,
o moreno que sabia tudo -, para onde irá?
- Eu não deixarei.
- Quer ser expulso!
E nessa hora, quando as chicotadas vierem,
tente pensar sobre a dor em vez de lutar
contra ela, porque não há um só aspeto da vida,
presente, passado ou futuro, que não tente afastar
suas razão de você. então pense na dor. Ela afinal
tem seus limites. Você pode seguir sua passagem
através do corpo. Tem começo, meio e fim.
Imagine se tivesse cor. O primeiro golpe
da chibata seria o quê?(...)
- Ou você canta ou será espulso dessa
escola... Para onde irá?
É isso. Para onde irá você?
Por que você se encarcerou neste palazzo
de câmaras de tortura, porque não deixa
este lugar? Porque você é um monstro e isto
é uma escola para mosntros, e, se a deixar,
estará completamente, completamente sozinho!
Sozinho com isto!
Não chore na frete desses estranhos.
Engula o choro. Não chore na frente desses estranhos!
Chore para o céu, chore para o céu,
chore para o céu.(...)"
(Trecho do livro "Chore para o Céu",
de Anne Rice)

Estou lendo:


Livros Favoritos:
» A Confissão de Lúcio, Mário de Sá Carneiro
» A Dança Imóvel, Manuel Scorza
» A História Sem Fim, Michael Ende
» A Idade da Razão, Jean Paul Sartre
» A Marca de Uma Lágrima, Pedro Bandeira
» A Saga Otori (em Ttês volumes), Liam Hearn
» Antologia Poética, Vinícius de Morais
» Antologia Poética, Cecília Meireles
» Do Amor e Outros Demônios, Gabriel Garcia Marques
» Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
» Chore para o Céu, Anne Rice
» Entrevista com o Vampiro, Anne Rice
» Hamlet, William Shakespeare
» Ilusões, Richard Bach
» Longe é Um Lugar que Não Existe, Richard Bach
» O Alienista, Machado de Assis
» O Ano da Morte de Ricarod Reis, José Saramago
» O Corvo, Edgar Allan Poe
» O Eu Profundo e os Outros Eus, Fernando Pessoa
» O Jogador, Dostoiévisky
» O Pequeno Príncipe, Saint Exupéry
» Paraíso Perdido, John Milton
» Por um Fio, Dráuzio Varella

.:: Seção Cinema ::.
Último filme que assisti:


.:: Seção Animação ::.

LOVELESS é uma fantástica animação
que mescla temas introspectivos, romance e
fantasia numa história coesa com personagens
bens contruídos e uma trama bem estruturada.
Em Loveless, ao longo de 12 episódios,
acompanhamos o drama de Ritsuka em resgatar
seu passado e, a partir daí, seu próprio ser
numa jornada que compreende amadurecimento,
aceitação e entrega.
Uma das animações mais lindas que já vi.
Ouça Tsuki no Curse,
o tema de abertura.
Letra original com a tradução!


KAIKAN PHRASE conta a história de cinco jovens
que têm um sonho em comum: se tornarem músicos.
Acompanhamos a trajetória de cada um,
todas as barreiras
e dificuldades vencidas, sonhos perdidos e realizados.
Kaikan Phrase nos fala de objetivos, ética e força para
realizar sonhos, além de contar
com uma trilha sonora FANTÁSTICA.
Muito bem conduzido. Assistam!
Ouça Midnight Crow,
uma das canções mais lindas da trilha.
Letra original com a tradução!

.:: Estação do Ano ::.
Inverno


.:: Yashoda e Krishna ::.

"Bahja Sri Krsna Chaytania
Prabhu Nytiananda
Sri Advaita Gadahara
Srivasadi Goura Bakta Vrinda”
"Peço por aqueles
que trazem sentimento na alma.
Abençoados sejam em sua busca.
Que os acalentem na perda e na dor,
E que dê forças para que
multipliquem o amor."
(Bahja Sri Krishna, mantra indiano)
Clique para ouvir o Mantra!
Intérprete: Tomaz Lima

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Criado em 09 de maio de 2004

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